M. Night Shyamalan e o elevador encapetado


Publicado em 31 de agosto de 2010 por Matheus Esperon

Imagine que você está em um elevador com outras quatro pessoas. Ele para do nada e, constantemente, a luzes se apagam. Qual a primeira coisa que você pensa? Alguém aqui é o Diabo. Não? Bem, é assim que M. Night Shyamalan pensa. E é justamente essa a trama de Devil (no Brasil, Demônio).

Para quem não o conhece, o diretor indiano, cujo nome é complicado de ser digitado sem a ajuda do Google, dirigiu o sensacional O Sexto Sentido. Depois desse, ele foi rumo ao fundo do poço (Hãn? Elevador? Poço? Hãn?). Tudo bem que A Vila até se salva, mas Dama na Água, Fim dos Tempos e O Último Mestre do Ar foram, no mínimo, horríveis. Enfim, acho que o M. Night perdeu a mão há muito tempo. Dessa vez, ele não dirige, mas o roteiro é dele. Logo, tudo ainda pode dar errado. Segue o trailer de Devil:

Bem, vamos brincar de detetive? A pessoa que mais esperamos que seja o Diabo é esse rapaz de terno cinza, que age de maneira estranha e suspeita. Mas, como isso é o que esperamos, provavelmente ele não é o Tinhoso. E quem seria a escolha mais inesperada? A inocente velhinha, claro. Normalmente, eu já apostaria nela mas, como estamos falando do mesmo diretor que nos enganou por 107 minutos, nos fazendo acreditar que Bruce Willis estava vivo, não há certeza de nada. Vai ver, a própria mulher principal é o Capeta. O que vocês acham?

Ah, e ontem foi liberado o primeiro clipe do filme, com duração de 33s, que mostra uma visão que a personagem principal tem. Bem tensinho.

Devil chega aos andares americanos no dia 17 de Setembro.

Hanks e Bullock juntos em filme com nome gigante


Publicado em 30 de agosto de 2010 por Felippe Franco

Sandra Bullock

Ele já é famosão por personagens lendários como Forrest Gump e o imigrante malucão de O Terminal. Ela se consagrou de vez em Hollywood esse ano, após ser mais uma das responsáveis por tirar o Oscar de melhor atriz da Meryl Streep. Os dois, Tom Hanks e Sandra Bullock, respectivamente, agora estarão juntos em um filme pela primeira vez, graças à mente malígna do diretor Stephen Daldry, três vezes indicado ao Oscar.

Adaptação do livro de Jonathan Safran Foer, Extremamente Alto e Incrivelmente Perto está sendo produzido há cinco anos e conta a história de um garoto que descobre uma chave deixada pelo pai, bombeiro morto nos ataques de 11 de setembro, e parte em busca do seu significado. Seja lá o quão sem sentido isso aparente ser.

Não li o livro, não sei mais nada sobre a sinopse e, logo, não tenho noção do que farão Tom Hanks e Sandre Bullock no filme, mas, reflita, não fossem eles no elenco essa notícia provavelmente sequer estaria aqui.

O longa-metragem será uma coprodução entre a Warner Bros e a Paramount, ainda sem data para estrear. Aliás, sem data nem para começarem as filmagens. Acho que só de ter conseguido decorar o nome já deveria estar feliz pra caramba.

(*) Sandra Bullock e Tom Hanks não tinham nenhuma foto juntos para ilustrar o post. Por preguiça de fazer algo como fez o G1 nessa página, escolhi colocar a foto de quem, entre os dois, mais vale a pena. A propósito… Belos peitos, Bullock.

Multishow premia coloridos entre momentos cults


Publicado em 25 de agosto de 2010 por Felippe Franco

Rolou ontem no Rio de Janeiro a décima sétima edição do Prêmio Multishow, evento que reuniu sobre o mesmo teto grandes nomes da música nacional e bandas com integrantes vestidos com mais cores do que encontramos dentro de um saquinho de M&M’s.

Comandada por Fernanda Torres e Bruno Mazzeo, a premiação foi mais além na linha “engraçadinha” que essas cerimônias costumam ser. E não, isso não é uma crítica.

O primeiro show da noite foi por conta do ex-Titãs Nando Reis e do grupo Skank, que juntos tocaram uma música de Luiz Gonzaga. Não achei qualquer sentido nisso tudo, mas pior que não ficou ruim não. Também se apresentaram juntos, entre outros, Caetano Veloso e Maria Gadú cantando “Rapte-me Camaleoa” e Cláudia Leitte com Vitor e Léo cantando “Pais e Filhos”, do Legião Urbana. Nesse momento, é bem verdade, acho que dei uma cochilada, mas enfim.

Os vencedores foram uma atração à parte. Talvez por conta das roupas fluorescentes, mas também por surpreender no quesito (falta de) bom senso em certos casos. O público do canal a cabo, por exemplo, decidiu em votação pela internet que a melhor música do ano era “Recomeçar”, do Restart. Acho que nunca tinha ouvido antes, mas juro que decorei o refrão só pelas repetições sinistras durante a transmissão.

Para completar a noite, concorriam na categoria melhor grupo Titãs, Skank, Banda Cine, NX Zero e Restart. E o vencedor foi Banda Cine. Reflita. Essa galera que votou no Prêmio Multishow é a mesma que vai votar pra presidente esse ano. Tenha medo.

Embora derrotado por garotos que usam calças duas vezes menor que o ideal, o Titãs recebeu uma homenagem surpresa no final. Praticamente um “desculpe pela humilhação” em forma de show. A idéia da organização era formar uma banda só de mulheres para fazer um grande karaokê e encerrar a cerimônia cantando vários sucessos da banda, só que chamaram a Ana Carolina e a Maria Gadú. Aparentemente, desistiram da idéia de um vocal feminino.

(Dê uma olhada no resto dos indicados, clique aqui)

Resumindo em duas linhas, a intenção foi boa e o evento bem-feitinho, mas com certos vencedores que assustaram mais que a cara do Paulo Miklos.

Série com zumbis sobre zumbis para não-zumbis


Publicado em 25 de agosto de 2010 por Marcos Candido

A adaptação dos quadrinhos de The Walking Dead para a televisão me empolgou bastante. A série escrita por Robert Kirkman, coloca o comportamento humano em meio ao caos de uma invasão zumbi e não apenas tiroteio desenfreado de humanos X zumbis (mas que também é bem legal).

Rick Grimes, um policial que é baleado durante o trabalho acorda em meio ao caos. Não sabe onde está sua família, seus amigos, nada. Sua única motivação é encontrar seu filho Carl e sua mulher Lori. Com o passar da série, você visualiza todo o desenrolar do que acontecera durante o tempo em que Rick passou no hospital, e das pessoas novas que ele conhece durante todo o seu caminho por sobrevivência. Dá uma conferida no trailer oficial.

Filmes/Séries de zumbi é aquela coisa: até quando é ruim, fica bom. Mas The Walking Dead mostra o contrário. Todos achavam que já não havia pra onde correr no gênero zumbi. The Walking Dead caminha (an? an?) pra um rumo completamente diferente de tudo que você espera ver do gênero (mas nem por isso eles brilham no Sol).

A estreia vai acontecer nos EUA em 31 de outubro, noite de Halloween, com um episódio de 90 minutos. Já sabe.

Diretor de A Era do Gelo comanda cães Frankenstein


Publicado em 23 de agosto de 2010 por Matheus Esperon

Chris Wedge (foto), mesmo diretor de A Era do Gelo e Robôs, vai dirigir a adaptação do livro Lives Of The Monsters Dogs (Vidas dos Cães Monstros, em tradução livre).

O livro conta a história de um grupo de homens com cabeça de cachorro criado por um cientista prussiano louco, em uma pequena vila canadense. Os cães super inteligentes, que trajam roupas chiques do século 19 e andam eretos – não entenda isso de maneira pervertida, aparecem na cidade de Nova Iorque em 2008 e se tornam celebridades. O grupo fica amigo de uma estudante chamada Cleo Pires Pira, que se torna uma das únicas testemunhas humanas do trágico destino do grupo Frankenstein.

Não levo muita fé nesse diretor – A Era do Gelo foi ótimo, mas Robôs beirou o fracasso. Mas, com uma história dessas nas mãos, tudo pode acontecer.

O livro parece ser muito interessante. Uma grande viagem, que parece ter surgido de um sonho ou do uso de muitas drogas. Mas uma viagem interessante. Lives Of The Monsters Dogs recebeu o prêmio de livro notável do ano de 1997, do jornal New York Times.

Agora é esperar mais informações para ver se o filme terá um ar infantil ou mais adulto e trágico.