Apesar de todas as adversidades que enfrentamos diariamente com as conexões de
internet que são péssimas e extremamente não confiáveis, temos várias histórias de jogadores brasileiros que muitas vezes não tem todo o apoio necessário para prosseguir com a carreira, e mesmo assim fazem bonito em
competições internacionais, alguns até já se filiaram a clubes estrangeiros para obter algum suporte a mais.
O Brasil já conta com clubes profissionais no eSport, o mibr, maior time de Counter-Strike do Brasil é um dos exemplos mais clássicos do profissionalismo no Brasil. O time já chegou a contratar uma empresa de consultoria em eSport da Suécia que ajudou a profissionalizar e mudar a mentalidade da equipe em agosto de 2004. Claro que isso só é possível com o apoio incondicional dos patrocinadores que podem ser encontrados no site oficial da equipe.
A profissionalização do PlayArt, que tem um dos melhores times de Need For Speed do mundo, esbarra na falta de apoio, não pela falta de resultados, já que Speed, Gear e Godsmack já garantiram vários podiums nacionais e 2 títulos mundiais ao Brasil, competindo em várias versões diferentes do game ao longo dos anos. Infelizmente esses garotos não possuem a mesma estrutura de ponta que muitos outros times do mundo tem, mas a esperança de conseguir que uma grande empresa divulgue sua marca em conjunto com a equipe continua viva e isso faz com que eles continuem treinando diariamente.

Para saber como é o dia-a-dia de um clube “semi-profissional”, conversei com o CEO do PlayArt, Bruno Ramos, também conhecido pela comunidade como “Peace”.
O time conta com um centro de treinamento próprio em Belo Horizonte e no momento tem contrato com 13 jogadores espalhados por todo Brasil. Quando perguntado sobre a estrutura da equipe Bruno diz o seguinte: “Sempre é bom estar melhorando, conseguindo novos patrocinadores.” E comenta sobre os pontos fracos do time: “Ir disputar eventos fora de Minas tem um custo elevado, e até mesmo dentro do estado não fica muito barato”, resposta dada em função do clube ter 2 equipes de Counter-Strike 1.6. Toda empresa precisa de crescimento, novas fontes de receita e é isso que o PlayArt procura em 2008 “Temos planos de crescimento, apesar de estarem indo um pouco devagar, espero que o novo site esteja pronto no mais tardar até a primeira semana de março, novos patrocinadores e talvez a volta da divisao de Fifa”.
Terminando o papo, Bruno diz o que mantém ele tão envolvido com eSport: “Para mim é uma diversão, apesar de que nos últimos tempos estar mais voltado ao lado profissional, sendo manager do time e também organizando campeonatos. É um investimento a médio prazo”.

Não entendo como uma equipe que tem seu coração batendo por causa de jogos, e constantemente faz propaganda para as publishers até mesmo sem querer, não consegue ter o que precisa para se profissionalizar. Não pensem vocês que isso é coisa de criança, nós estamos em um país relativamente atrasado quando o assunto é tecnologia e mesmo assim temos uma base incrível de pessoas interessadas em “Tecnologia&Jogos”, base essa que cada dia cresce mais, fato comprovado pelo lançamento oficial do Xbox 360 no país em, dezembro de 2006.