Vamos iniciar hoje uma série para salvar vocês daqueles filmes horríveis, de que você se arrepende de ter alugado ou comprado o ingresso.
E filme ruim é incrível, não precisa procurar muito que misteriosamente ele te atrai, geralmente com uma sinopse tentadora (ou não), mas com um conteúdo catastrófico. Apesar disso, o filme de que vamos falar hoje já aparenta ser um grande lixo logo na sinopse:
Brad Gluckman só queria ser um rapper de sucesso. Mas nascido na rica Malibu e filho de um senador, o cara está mais para playboy profissional que para cantor do gueto. E o estilo do garoto pode acabar prejudicando os planos de seu pai de se tornar governador da Califórnia. Por isso, sua equipe de campanha decide armar um seqüestro para lhe dar uma lição. Só que os atores são dois dos mais atrapalhados que já existiram. É lógico que tudo ia dar errado. Com muitos convidados especiais e diversão para todos os gostos, é diversão Sequestro em Malibu da burguesia à periferia, risadas do começo ao fim.
Bom, sem comentários, sinopse clássica de filme de Sessão da Tarde.
Passado o momento da leitura da sinopse, chegou a hora de assistir o filme. Logo deu pra perceber que o longa se tratava completamente daquela velha guerra “negros da periferia X brancos” já desgastada em filmes americanos. Com piadinhas idiotas e um roteiro sem surpresas, o filme foi se desenrolando. Até aí um filme apenas chato, até que a coisa começa a ficar realmente esquisita…
Acreditem, o filme chega a um ponto de ter um RATO, com cordões de ouro que FALA e se diz o “Stuart Little negro”. Muito trash, rapaz. Foi nesse momento que botei a mão na cabeça e me perguntei o que estava fazendo que ainda não desliguei a televisão.
Após isso, B-Rad (o Brad, que queria ser rapper) descobre que tudo não passa de armação e que os seus supostos seqüestradores são só atores, e é aí que começa aquela fórmula dos mal-entendidos que já deu o que tinha quer nos filmes de comédia. Aliás, consegue ser pior que “Nota Dez em Confusão”, alguém já assistiu aquilo? Mas enfim, voltando a falar dos mal-entendidos, criminosos reais resolvem seqüestrar de verdade Brad e os atores, só que Brad acha que também é armação, não liga, enfrenta eles e se torna, sem saber, um dos criminosos mais perigosos e procurados da cidade. Tudo isso, claro, com situações que tentaram ser engraçadas. Sem sucesso.

Pra não dizer que o filme é tããão ruim, deu pra tirar um riso mínimo de canto de boca com algumas poucas cenas de Anthony Anderson, que por sua vez foi mal aproveitado no filme.
A direção é de John Whitesell, o mesmo de “Um Natal Brilhante” e “Spot – Um Cão da Pesada”. Currículo nojento, hein campeão? É de dar inveja a qualquer Uwe Boll. O que salva mesmo é “Vovó Zona 2″, último filme dirigido por Whitesell.