A primeira vez em que ouvi falar neste nome, fiquei curioso para saber do que se tratava. Imaginei que fosse alguma ferramenta de desenvolvimento para programadores voltados a web e, no momento, não me chamou muito a atenção.
Pouco tempo depois, comecei a reparar na presença constante deste termo nas reportagens e matérias que lia, e resolvi pesquisar mais afundo para saber do que se trata realmente. Enfim, a WEB 2.0 é um termo criado por uma empresa americana para dar um novo conceito à nova geração pela qual a internet está passando e que, com seus novos recursos e serviços, está trazendo mais qualidade e eficiência tanto para nós usuários como também para nós desenvolvedores.

Wikis (colaborativos), RSS, redes sociais (Orkut, hi5, MySpace, Facebook), blogs (Wordpress, Blogger), vídeos (YouTube) e álbuns virtuais (Picasa, Flickr) são todos exemplos grandiosos de recursos e serviços oferecidos pela WEB 2.0, mas ainda não para por aí. Neste momento em que escrevo esta coluna, estou usando um dos serviços oferecidos por este fenômeno. Como googlemaníaco que sou, aproveito o Google Docs (um escritório virtual), o qual qualquer um pode ter acesso se possuir uma conta no Gmail, podendo, desta forma, usufruir de uma espécie de Word básico, sem a necessidade de pagar uma licença, piratear, ou inclusive, sem a necessidade de instalar no seu pc, e ainda pode ter acesso a seus documentos em qualquer lugar que tenha um computador conectado a internet ou um dispositivo móvel que disponha de tecnologia para isso (o que já é muito comum a todos nós).
Neste mesmo pacote, ainda encontra-se disponível um visualizador de planilhas (o que seria semelhante também a um Excel básico), e um visualizador de apresentações (substituto light do PowerPoint). É claro que estes serviços, em sua maioria gratuitos, ainda têm muito o que melhorar para se tornarem semelhantes a um Office da vida, por exemplo, porém seus recursos já são de grande vantagem, principalmente em se tratando de dispositivos móveis, como celulares (smartphones), PDAs e notebooks, onde economia de espaço é fundamental (na medida em que você não necessita instalar no HD para utilizar).

Acredito que é uma tendência forte que mais aplicativos online apareçam e se tornem cada vez mais utilizados, contribuindo para que, dessa forma as pessoas passem a usufruir mais destes recursos, ao invés de pagar por licenças, com preços muitas vezes mais elevados do que o próprio computador pessoal. Como já existem WebOS (sistemas operacionais WEB) ou mesmo desktops virtuais – que funcionam como a área de trabalho do seu computador, onde você pode organizar pastas, agenda e documentos – penso que em poucos anos estaremos poupando nossos desktops físicos e mantendo em ambientes virtuais como esses, boa parte do que costumamos usar normalmente.
Se estiver curioso em conhecer alguns destes WebOS, pode visitar o Glide Digital, Desktop Two ou o brasileiro Aprex. Boa sorte!