
Definitivamente Tim Burton não é um cara muito normal (a foto acima, com Johnny Depp, já diz muita coisa), mas apesar de toda esquisitice – ou talvez até por causa dela –, Burton acabou responsável por alguns dos filmes mais interessantes que Hollywood já produziu.
Agora à frente da comentada versão dark de Alice no País das Maravilhas, há quase duas semanas liderando as bilheterias norte-americanas (aqui estreia só no final de abril), o diretor novamente nos prova que as únicas certezas da vida são a morte e um papel confirmado para Johnny Depp em qualquer filme de Tim Burton. É sério, com esse já são sete longa-metragens de parceria. Isso, claro, se eles não tiverem lançado nenhum outro até hoje de manhã.
Abaixo selecionei cinco dos filmes dirigidos por Burton, com Depp ou não, que entram fácil em qualquer lista dos preferidos pelos fãs do diretor.
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)
Tá bom que nunca tive saco pra musicais, mas a trama que mistura suspense com momentos suficientemente cômicos consegue ser boa até a última gota do sangue que jorrou dos clientes do barbeiro interpretado por, adivinha, Johnny Depp.
Os Fantasmas se Divertem (1988)
A história do fantasma Beetle Juice reuniu num único filme um tom delirante que Tim conseguiu levar pro resto da sua carreira. Como se não bastasse, deve ter sido mais reprisado na Sessão da Tarde no final dos anos 90 do que Free Willy e Karatê Kid juntos.
A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (1999)
Mais um suspense com Johnny Depp, mais uma história boa, mais um filme bem feito. Até a atuação de Christopher Walken, que só aparece dos ombros pra baixo, consegue ser legal.
Edward Mãos-de-Tesoura (1990)
Ok, juro que esse é o último com o Johnny Depp da lista. Tem nem o que comentar o quanto essa produção hoje é consagrada — principalmente pelo alívio de no filme Edward aparecer cortando cabelos e cuidando de jardins, e não virando proctologista.
Batman: O Retorno (1992)
No segundo filme da série que dirigiu, Burton deu um ar meio sinistro à cidade e fez com que nela os vilões roubassem de vez a cena (é, estou falando de Gotham City, não de Brasilía), o que só voltou a acontecer 16 anos depois, em O Cavaleiro das Trevas.
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