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Os Difamantes: Vida de celebridade em pauta 13 Novembro 2008

Ele é jornalista da revista Época, escreve pro Casseta e Planeta e no início do século criou um dos blogs de humor mais famosos da internet brasileira, o ‘Eu, Hein!‘ - Aliás, foi o pioneiro no estilo de fotomontagens; o blog não existe mais. Ela também é jornalista e também escreve pra Época. E eles são casados. Love is in the air. Estou falando de Nelito Fernandes e Martha Mendonça, autores da peça ‘Os Difamantes‘, que conta a história de um casal que critica celebridades e acabam inventando um talkshow para a TV. Os dois, então, se vêem no dilema de se transformar naquilo que criticam. No elenco estão Maria Clara Gueiros e Emílio Orciollo Neto. =D

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A peça é hilária, eu já assisti, não resisti e acabei convidando os autores para uma entrevista.

Infonet: Vocês dois são jornalistas da revista Época. Por que escrever uma peça sobre relacionamento e celebridades?
Nelito & Martha: Nós somos casados e sempre ficamos assistindo programas na TV e falando mal das coisas. Exatamente como fazem o casal da peça, resolvemos fazer algo com isso. No caso deles, foi um programa de TV. No nosso, a própria peça. O relacionamento surgiu porque era interessante ver como os dois seriam afetados pela iminência da fama.

IN: Qual é a mensagem que vocês querem passar com o espetáculo e que crítica vocês pretendem fazer?
N&M: Não queremos passar exatamente uma mensagem. Eu acho que o objetivo principal é fazer as pessoas saírem do teatro com um sorriso no rosto e pensando que o preço pago pelo ingresso valeu. Se conseguirmos isso está ótimo. Se a pessoa refletir um pouco sobre a junk media, as celebridades instantânea também estamos no lucro. Mas é um espetáculo despretensioso de humor. O objetivo principal é fazer rir.

IN: Da onde veio as inspirações para o texto?
N&M: Das nossas conversas. Muito do que está na peça a gente fala um com o outro, são observações nossas. Muita coisa ali aconteceu de verdade. Nelito não lembra das datas de aniversários, Martha tem TPM, por exemplo.

IN: E como foi feita a escolha do elenco? Como foi o processo de montagem da peça?
N&M: A peça levou quatro anos para ser montada e passou por três diretores. Resumindo a parte final: Martha mandou o texto para Graziela Moretto, que gostou e queria dirigir. Ela mostrou o texto ao Emilio Orciollo, que estava procurando uma peça e chamou Maria Siman para produzir junto com ele. No meio do caminho Graziela teve problemas pessoais e Emilio convidou Ernesto Picollo e Maria Clara Gueiros.

IN: Vocês já pensam em novos projetos no teatro?
N&M: Temos um novo texto, já. Mas é segredo ainda, deixa amadurecer mais.

IN: Em que outros projetos vocês estão envolvidos?
N&M: Em fevereiro vamos lançar o livro “Eu e você, você e eu”. É a história de um casal, contada pelo ponto de vista de cada um deles. É interessante mostrar como cada acontecimento pode ser visto de uma forma diferente por um homem e por uma mulher.

Para quem se interessou, o espetáculo está em cartaz no Teatro do Leblon, no Rio. Quinta, sexta e sábado às 21h30, e domingo às 20h. A direção é de Ernesto Piccolo e produção de Maria Siman.

(Foto de Rubens Cerqueira, achada aqui)

Entrevista com Thiago Pereira (Especial Olimpíadas) 08 Agosto 2008

Ele foi um dos principais destaques no Pan do ano passado e já ganhou várias disputas de lá até hoje. Agora, na sua segunda Olimpíada ele quer finalmente conseguir conseguir sua primeira medalha nos jogos, mas para isso ele terá que enfrentar ninguém menos que Michael Phelps.

Thiago fala na entrevista abaixo sobre o adversário americano e toda sua preparação.

Infonet: Você vem cada vez mais conquistando um número estrondoso de medalhas em campeonatos. Espera repetir esse feito agora nas Olimpíadas? Como está sua expectativa?
Thiago: Meu maior sonho é ganhar uma medalha olímpica e estou treinando muito para isso. Se isso acontecer, vou me sentir o cara mais realizado do mundo. Minha preparação para Pequim começou após os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado. Foi um período intenso de treinamento e competições, incluindo etapas da Copa do Mundo (Estocolmo, Berlim e Belo Horizonte), Troféu Maria Lenk e o circuito Mare Nostrum de Natação, etapas de Barcelona e Canet. Também fiz três semanas de treinamento na de Sierra Nevada, na Espanha. Eu me preparei bem e estou confiante. Tudo o que eu tinha para treinar, eu já treinei. Agora, é relaxar e descansar. Já entrei na fase de polimento, ou seja, no aprimoramento final do treino, diminuindo bastante o volume dentro da piscina, para me sentir mais leve e rápido. Estou indo para China bastante otimista, sinto-me mais maduro e seguro, porque já participei de uma Olimpíada (Atenas/2004) e outras tantas competições importantes como Pan-Americano, Mundiais e Copas do Mundo. Isso me dá mais tranquilidade.

Infonet: Qual será sua maior motivação para ir à Pequim?
Thiago: É saber que treinei tudo o que eu podia, que fiz tudo aquilo que eu podia. Estou bem e confiante em uma boa campanha em Pequim. É saber também que estou indo para a minha segunda Olimpíada mais seguro e experiente. Não tem mais aquela ansiedade de 2004 (Atenas). Estou bem tranquilo.

Infonet: E onde acha que encontrará as maiores dificuldades?
Thiago: A briga por medalha não será fácil. Os oito nadadores que chegarem à final terão chances de brigar por medalhas. O importante é cair na água e fazer a minha prova, sem me preocupar com os adversários.

Infonet: A primeira prova de natação nas Olimpíadas será os 400m medley, onde você já enfrentará logo de cara o americano Michael Phelps. Enfrentar um dos maiores recordistas mundiais em uma prova não tão fácil em uma Olimpíada te assusta?
Thiago: Não me assusto. Já nos enfrentamos algumas vezes. Todo mundo fala do Phelps, mas tem outros grandes nadadores que disputarão essa medalha tanto nos 400m medley quanto nos 200m medley (minha especialidade), que são o norte-americano Ryan Lochte (vice-campeão olímpico em Atenas/2004, nos 200m medley) e o húngaro Laszlo Cshe, que me ‘roubou’ o recorde mundial em piscina curta dos 200m medley. O Ryan, inclusive, deu trabalho ao Phelps na seletiva norte-americana. Não vai ser fácil! Mas estou preparado para fazer a minha melhor prova.

Infonet: Em qual categoria acha que terá mais facilidade? Por que?
Thiago: Nos 200m medley, porque é a minha prova. Estou me dedicando nos treinos para essa prova. No revezamento 4×200m livre também temos chance de pódio.

Infonet: No ano passado você foi um dos grandes destaques no Pan do Rio, faturando nada menos que sete medalhas. Claro que eram de certa maneira planejadas, mas foi uma surpresa conseguir esse número?
Thiago: Costumo dizer que Pan é Pan; Olimpíada é Olimpíada. Eu consegui seis índices olímpicos para provas individuais, mas resolvi priorizar só essas três (200m medley, 400m medley e o revezamento 4×200m livre). Primeiro, evitei nadar muitas provas por causa do desgaste e, segundo, porque as provas coincidiam no calendário e poderia prejudicar minhas principais provas de medley.

Infonet: Como você vê o crescimento de sua carreira que vem acontecendo ao longo dos últimos anos?
Thiago: Tudo aconteceu muito rápido na minha carreira. Cheguei ao Minas em 2002 e dois anos depois já estava na minha primeira Olimpíada (Atenas/2004) aos 18 anos. Fiquei muito ansioso, nervoso, e isso acabou me atrapalhando. Imagina só, cheguei na Grécia sendo apontado como favorito à medalha pelas principais revistas e jornais do mundo. Hoje, estou bem mais tranquilo, seguro, porque adquiri experiência ao longo dos anos e competições importantes como Jogos Pan-Americanos, Copas do Mundo, Mundiais…

É uma pena não poder levar a torcida brasileira na bagagem. Agradeço a todos que torceram e continuam torcendo por mim. Valeu, galera!

Confira tudo o que tá rolando no especial sobre as Olimpíadas:
http://www.infonetnews.com/olimpiadas-2008/

Entrevista com Robert Scheidt (Especial Olimpíadas) 05 Agosto 2008

Abrindo nossa série sobre as Olimpíadas, vamos começar com uma entrevista com um esportista que já cravou seu nome na história do Brasil nos jogos. Com um ouro em Atenas (2004), outro em Atlanta (1996) e mais uma prata Sydney (2000), ele vem pra sua quarta Olimpíada esse ano, mas dessa vez por um classe diferente.

Será que isso muda em alguma coisa? Ráá! Vamos saber de TUDO agora.

Infonet: Robert, pra início de conversa você já terá um cargo a mais nessas Olimpíadas: será o porta-bandeira na abertura. Como recebeu a notícia? Já esperava levar essa responsabilidade na bagagem?
Robert: Foi uma surpresa enorme! Estava no Palácio do Planalto em encontro com o presidente Lula e não esperava a notícia. Normalmente a definição do porta-bandeira é feita só às vésperas da Olimpíada, já no local dos Jogos. Fiquei muito honrado, assim como a vela brasileira deve estar. Nosso esporte tem o maior número de medalhas olímpicas. A bandeira já está na minha mala.

Infonet: Em Pequim você vai disputar - ao lado da sua dupla, Bruno Prada - a classe Star, enquanto nas Olimpíadas de 1996, 2000 e 2004 você conquistou medalhas na classe Laser. Nessa nova classe há tantas chances de medalha quanto na anterior?
Robert: É bem diferente. Desta vez, estamos indo como uma das duplas favoritas e não a favorita. Temos de saber administrar a ansiedade e construir a competição. A raia é bem difícil e ninguém vai abrir vantagem nas dez regatas. A decisão deve ir mesmo para a “medal race”, a grande novidade desta Olimpíada.

Infonet: Quais são suas expectativas?
Robert: Fizemos uma boa preparação e vamos para Qingdao tranqüilos. Estamos entre os favoritos e temos de pensar regata a regata porque todos devem cometer algum erro. O objetivo, claro, é uma medalha.

Infonet: E por que dessa mudança de classes depois das Olimpíadas de Atenas?
Robert: Já tinha feito tudo e ganho tudo o que era possível na Laser e fiquei na classe até mais tarde do que o previsto. Tinha de partir para outro desafio e na Star a longevidade é grande. A decisão de trocar de classe foi muito acertada. Falo antes da olimpíada porque tenha certeza de que não mudarei de idéia, independentemente dos resultados que conseguirmos lá.

Robert e seu parceiro Bruno Padra. (Divulgação)

Robert e o parceiro Bruno Padra. (Divulgação)

Infonet: Como você vê a delegação brasileira nesses Jogos Olímpicos?
Robert: É uma delegação rejuvenescida, mas com grande potencial. Acredito que o grupo poderá conseguir uma campanha até melhor do que a obtida em 2004.

Infonet: De todas as Olimpíadas que disputou, qual delas teve aquele gostinho mais especial?
Robert: Os Jogos Olímpicos são a principal competição esportiva do mundo. Não tenho como esquecer os ouros de Atlanta/96 e Atenas/2004 e mesmo a prata de Sydney/2000. Na hora, quando perdi o ouro, fiquei frustrado, mas depois percebi o valor da medalha e todo o esforço que havia feito para conquistá-la.

Infonet: Em toda sua carreira, do que mais se arrepende?
Robert: Não tenho nenhum arrependimento. Amo velejar e sempre tento fazer o melhor possível. Tomo decisões bem pensadas e sou privilegiado no esporte. Conto bons patrocinadores e ajuda importante da CBVM.

Estamos indo para Qingdao com objetivo de representar o Brasil da melhor forma possível. Temos consciência da responsabilidade que teremos. Treinamos muito, estamos com o equipamento 99% pronto e torçam pela gente. Torçam para termos bons ventos. Valeu galera….

***

Ta aí. E sexta é a vez de Thiago Pereira. Para ver tudo o que está rolando no especial “Olimpíadas 2008″, acesse o índice de artigos:

http://www.infonetnews.com/olimpiadas-2008/

Nelsinho Piquet conta tudo em entrevista exclusiva 04 Junho 2008

Como o nome já entrega, ele é filho tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet. Corre desde os oito anos de idade, já faturou diversos campeonatos de kart, Fórmula 3, foi vice na GP2 Series e vencedor do prêmio “Capacete de Ouro” por dois anos. Agora em 2008 estreou como piloto titular de Fórmula 1, na Renault, correndo na mesma equipe de ninguém menos que o bicampeão Fernando Alonso. É, o cara tem história pra contar…

Infonet - Você já participou de sete corridas como titular na Fórmula 1. Como avalia essas experiências?

Nelsinho - Tem sido um começo difícil, mas, em contrapartida, de muita experiência. As dificuldades que enfrentei até agora me trouxeram um aprendizado enorme, que com certeza me ajudará a melhorar o desempenho no decorrer do campeonato.

Infonet - De alguma maneira, a pressão de ser filho de um tricampeão mundial te prejudicou?

Nelsinho - É claro que existe uma pressão por ser filho do Nelson Piquet, as atenções e as exigências são maiores, tanto por parte da imprensa quanto do público. Mas isso ocorre desde o início da carreira, já me acostumei, não é algo que me incomode mais. Também há muitas vantagens em ser filho de um tricampeão mundial. No meu caso, ganhei um bom conselheiro e mais visibilidade.

Infonet - Alguns jornais divulgaram na última semana boatos de que segundo o diretor esportivo da equipe, Steve Nielsen, você estaria ameaçado na Renault caso seu desempenho não venha a melhorar. Acha que essa declaração de Nielsen estaria equivocada?

Nelsinho - Isso são boatos. É claro que existe pressão, é uma forma de todas as equipes exigirem mais de seus pilotos, mas a equipe sabe da minha capacidade e confia no meu trabalho.

Infonet - Até o final do campeonato você ainda tem mais 12 corridas. Acha que consegue recuperar o tempo perdido e chegar entre os 5 primeiros?

Nelsinho - Meu resultado vai depender bastante do desempenho do carro. Estamos melhorando bastante, mas ainda não temos condições de brigar de igual para igual com as equipes que estão na frente, como a Ferrari, a McLaren e a BMW. Terminar o campeonato em quinto hoje é muito difícil para qualquer piloto da ING Renault.

Infonet - Como foi o início de sua carreira? Quais foram as maiores dificuldades? Do que se arrepende?

Nelsinho - Comecei correndo de kart, em Brasília, aos oito anos, quando fui morar com o meu pai no Brasil. Eu me apaixonei pelo automobilismo desde o começo, e fui disputando campeonatos, ganhando corridas, títulos… Aos 16 anos, fui para a F3 Sul-Americana, depois para a Inglesa, a GP2 e agora a Fórmula 1. Acho que tive poucas dificuldades na carreira, mas em compensação tive muitos desafios, como competir e ser campeão da competitiva Fórmula 3 Inglesa com uma equipe formada por brasileiros.

Infonet - Você até 2006 corria pela GP2, em 2007 se tornou piloto de testes da Renault e em 2008 enfim virou titular. Como foi a adaptação no ano passado do carro da GP2 para um de F1?

Nelsinho - É uma adaptação enorme, as duas categorias são muito diferentes, a realidade na Fórmula 1 é muito diferente. No ano passado, ganhei muita experiência, mas muita coisa estou aprendendo na prática apenas agora, correndo, e a tarefa não é fácil.

Infonet - Dentro da Renault você sente (ou já sentiu) algum tipo de preferência pelo Alonso? Como é seu relacionamento com o piloto?

Nelsinho - O interesse da equipe é que ambos tenhamos o melhor resultado possível. Meu relacionamento com o Alonso é normal, profissional, trabalhamos bem juntos, mas não há uma relação de amizade.

Infonet - Qual é o recado que gostaria de dar a todos os torcedores brasileiros que lêem o Infonet?

Nelsinho - Gostaria de dizer que não vou poupar esforços para corresponder às expectativas de quem confia no meu trabalho.

Entrevista: Alessandra Maestrini 07 Maio 2008

Ela é atriz, cantora e já até escreveu peças, ainda não produzidas. Alessandra no momento está no elenco de “Toma Lá, Dá Cá”, seriado da Globo, e já participou de diversas peças teatrais e inclusive alguns filmes.

Infonet: Você começou estudando teatro e depois veio a estudar música. Assim, conseguindo alguns papéis em musicais como ‘As Malvadas’ e ‘Ópera do Malandro’. Qual foi o momento que mais te marcou nessas apresentações?

Alessandra: O Chico Buarque assistindo o ensaio e me vendo cantar “Palavra de Mulher”, que ele gargalhou nas cenas de comédia da Luci que era minha personagem e teve um acesso de choro quando eu estava cantando “Palavras de Mulher”. Ele estava à alguns passos só da minha frente com um saquinho de jabuticaba na mão.

Infonet:
E pelo o que parece, você gosta desse meio artístico. Como começou seu interesse?

Alessandra: Ah, não tenho nem como lembrar, porque desde que eu me entendo por gente que eu faço teatro, e dança, e música… Eu não tenho nenhuma memória minha que não seja ligada a arte.

Infonet:
Além disso você já participou de muitas outras peças. Para você, qual a importância do teatro nos dias atuais?

Alessandra: É a importância de transformar a sociedade.

Infonet: Você já pensou em produzir ou até mesmo escrever uma peça?

Alessandra: Eu já escrevi algumas peças mas ainda não as tirei da gaveta. E produzir, eu penso as vezes de repente na idéia de ter uma produção, mas eu ainda não fiquei muito afim de passar pela parte burocrática.

Infonet: Partindo pro lado da televisão, você já havia participado do seriado ‘A Diarista’, na minisérie ‘Amazonia’ e em algumas novelas, mas seu maior destaque é em ‘Toma Lá Dá Cá’, onde interpreta a empregada Bozena. Como surgiu o convite para o pepel?

Alessandra: A Débora Bloch fazia parte do elenco que participava do piloto do programa, e antes desse elenco ser fechado eu fui fazer uma participação em “A Lua me Disse”, a convite do produtor de elenco, e eu e Débora tivemos uma química de comédia muito boa durante a gravação. Aí ela ligou do estúdio para o Miguel, disse “a Alessandra tem que estar no programa”. O Miguel já conhecia meu trabalho, já estávamos a muito tempo para trabalhar junto e não dava certo, e aí ele falou que então só se fosse uma empregada imigrante, e a Débora sugeriu que ela viesse do Paraná. Na hora ele já teve um acesso de risos e criou a personagem pra mim.

Infonet: Quais foram as principais dificuldades quando começou a interpretar a personagem?

Alessandra: O medo de estar trabalhando com feras da TV, o medo do esquema diferente que é você fazer TV no teatro e teatro na TV, porque lá nós temos 6 câmeras que nos seguem e uma platéia que está na frente assistindo ao vivo. Basicamente os medos.

Infonet: Já era esperado tamanho sucesso que a Bozena faria?

Alessandra: Eu tento sempre quando eu estou fazendo um trabalho, não ter essa expectativa, cuidar da minha energia e canalizar esse tipo de ansiedade pro trabalho. Aí eu nem me decepciono e nem começo a agir como uma louca-maravilhada-deslumbrada se for muito sucesso. Então não é que eu esperava, nem que eu não esperava o sucesso, eu não pensava nele, mas é muito gratificante.

Infonet: Em breve você estará lançando também um CD, como é o projeto?

Alessandra: É uma parceria entre o Alexandre Elias e eu. Quando o CD começou era um CD só do Alexandre Elias, aí ele me chamou para gravar uma música, gostou, me chamou para gravar outra, gostou, aí me chamou pra gravar todas, gostou, aí a gente começou a compor juntos, e foi realmente um CD construído em parceria. O CD se chama “Drama’n'Jazz”, que é uma brincadeira com o tema Drum’n'Bass e é uma nova batida. O CD é de bossa-nova e jazz, tem muita delicadeza, muita sinuosidade, os arranjos são todos do Alexandre Elias e são eletrônicos.

Infonet: E já tem previsão de quando o CD vai ser lançado?

Alessandra: A previsão não tem ainda, esse CD foi encomendado por uma gravadora do exterior, mas a gente ainda está em negociações e agora também estamos começando a procurar gravadoras aqui no Brasil.

Infonet: Além deste, já pensa em novos projetos, tanto para a carreira de atriz como na de cantora?

Alessandra: O “7″, que era o musical que eu tava fazendo aqui no Rio e que é o maior ganhador do Prêmio Shell esse ano, está em negociações com os patrocinadores de São Paulo e eu estou com alguns convites para espetáculos de teatro, mas nada que eu possa revelar ainda.

Infonet:
O que você prefere fazer: Atuar nos palcos, na TV, no cinema ou cantar?

Alessandra: É tudo muito diferente, eu gosto muito de fazer tudo e quanto mais eu variar, mais interesse em cada coisa, para mim é melhor.

***

Na entrevista falamos do CD que ela está preparando, certo? Pois bem, conseguimos uma faixa dele, uma música chamada “You” (autores: Menescal/Bôscolli, versão em inglês: Alessandra Maestrini). No áudio abaixo tem um depoimento da Alessandra e a música completa para você ouvir:

E um agradecimento especial ao Alexandre Elias que nos passou a música e à Alessandra por toda atenção.

Foto do banner de autoria de José Neto para a revista Bianchini.

Categoria: Entrevistas | 1 comentário

Entrevista: Cláudio Torres Gonzaga, do Comédia em Pé 02 Abril 2008

Ele comanda o espetáculo de stand up comedy “Comédia em Pé”, já atuou e dirigiu diversas peças e além disso é redator da Globo, tendo escrito para o Sai de Baixo, Chico Total, Sob Nova Direção, entre muitos outros.

O “Comédia em Pé” está em cartaz no Teatro dos Grandes Atores (BarraSquare) às sextas e sábados e no Teatro das Artes (Shopping da Gávea) nas quartas.

Infonet: Você é redator da Rede Globo, já escreveu para diversos programas de humor da casa como Sob Nova Direção, Sai de Baixo, Chico Total, além do Zorra Total. Como iniciou seu contato com o humor?

Cláudio: Começou como contador de piada em roda de amigos. Mas eu não levava isso a sério, quem primeiro me convidou pra escrever humor foi o Bruno Mazzeo em 1998 para o programa Chico Total.

Infonet: Você também faz parte do grupo de comédia Stand-up “Comédia em Pé”; Como o show é realizado?

Cláudio: É um show clássico de stand-up comedy. Vários comediante se apresentam em cada espetáculo em solos de 10 a 15 minutos. Sempre textos escritos pelo próprio comediante.

Infonet: E como ele foi criado?

Cláudio: A idéia era criar um espetáculo com esse humor de cara limpa. Havia vários espetáculos com solos de personagens e pouco espaço para humoristas sem personagens. A idéia era criar mais um espaço para humor.

O grupo Comédia em Pé

Cláudio Torres comanda o Comédia em Pé, que conta ainda com Fernando Caruso, Fábio Porchat e Paulo Carvalho. (Foto: Divulgação)

Infonet: Nas apresentações do “Comédia em Pé” sempre há um convidado especial diferente. Para você, qual é a maior importância desse contato?

Cláudio: Isso é bom porque ajuda a renovar o espetáculo. O intercâmbio com outros comediantes é muito rico. Estamos criando uma turma de humor que está muito interessada em fazer vingar esse gênero de humor. Não que todos não queiram brilhar individualmente, mas todo mundo percebeu que se o gênero vingasse todos ganhariam.

Infonet: Você também assinou a direção da peça “Enfim, Nós”. Como foi dirigir Bruno Mazzeo e Fernanda Rodrigues?

Cláudio: Durante muito anos eu fui diretor de teatro. O Bruno e a Fernando são excelentes atores. O Bruno escreveu a peça junto comigo, o que facilitou muito as coisas.

Infonet: Quais são seus próximos projetos?

Cláudio: Tenho varias peças escritas com o Bruno, estamos tentando produção para elas.

Infonet: Para terminar não poderia faltar: Cláudio Torres Gonzaga por Cláudio Torres Gonzaga.

Cláudio: Acho muito difícil me definir. Eu vim ao mundo a passeio, mas como tem que ganhar dinheiro transformei meu divertimento em profissão.

- - -

Acesse o site do Comédia em Pé para se informar mais sobre as datas de apresentações, convidados e para saber um pouco mais sobre o grupo.

Entrevista: Marcos Wettreich 05 Março 2008

Marcos Wettreich é um dos maiores nomes da internet brasileira. Quem nunca ouviu falar no Prêmio iBest? Ou então no próprio portal iBest? Pois foi ele que criou tudo isso. Além desses dois, ele já criou outras 8 empresas em 23 anos como empresário. Sua última criação foi o WeShow, um guia de entretenimento ao universo de vídeos que reúne o melhor conteúdo em vídeo existente na web. O site tem a própria premiação - o Prêmio WeShow - considerado o Oscar dos vídeos online, e já foi lançado em mais de 8 países.

Infonet: Você vem de família humilde e conseguiu chegar no topo. Como começou seu interesse pela internet?
Marcos: Quando vi a internet pela primeira vez, já era empresário há 10 anos. Comecei como sócio de uma empresa de redes de computadores, aos 21 anos. Já a internet vi pela primeira vez quando mediava uma palestra na minha empresa de conferencias de tecnologia, a Mantel, em 1995.

Infonet: O WeShow - um dos seus últimos empreendimentos - já está fazendo sucesso em várias partes do mundo. Como surgiu a idéia desse guia de vídeos online?
Marcos: Da minha observação de que cada vez mais existirão mais vídeos na internet, e que quem vai assisti-los pode precisar de um apoio editorial para achar o que gosta.

Infonet: Qual foi sua maior surpresa relacionada a criação do WeShow?
Marcos: Perceber que somos hoje uma ponte entre a audiência que não fala inglês e os vídeos postados em inglês, em sites como o Youtube e outros. No WeShow traduzimos conteúdo para varias línguas onde já estamos com portais, como a Alemanha, França, Espanha, Brasil, Japão e China.


O WeShow é customizável e pode ser integrado a qualquer blog ou website.

Infonet: Por que você acha que o site deu tão certo?
Marcos: A dedicação e seriedade que são características minhas em qualquer iniciativa.

Infonet: Já pensa em novos projetos?
Marcos: Só penso em WeShow hoje.

Infonet: Qual é o seu segredo do sucesso?
Marcos: Muito trabalho, muita experiência e conhecimento, fazer uma boa equipe, e ser paranóico com resultados e velocidade de crescimento.

Infonet: Como você avalia a internet brasileira atualmente?
Marcos: A internet no Brasil é muito boa, e sempre foi avançada por exemplo em relação à América Latina. Isto se deve aos primórdios de seu lançamento comercial no Brasil, em 1995, quando o então ministro das comunicações, Sérgio Motta, resolveu privatizar o desenvolvimento da internet no pais. Na época, Tadao Takahashi, presidente da RNP, semeou o que vemos hoje. E grandes empresas como o UOL, Terra e IG fizeram uma enorme tarefa de populariza-la.

Infonet: Em toda sua carreira, você tem algo que se arrependa de ter feito?
Marcos: Já criei 10 empresas em 23 anos como empresário, ou seja, é claro que já fiz algumas bobagens. Objetivamente me arrependo de 3 coisas que fiz. Mas prefiro não comentar sobre.

Infonet: Marcos Wettreich por Marcos Wettreich
Marcos: Trabalho, trabalho, trabalho. Pensar, agir, e não parar enquanto não chegar lá. Mas o lá nunca chega, sempre quer ir mais longe.

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