Como o nome já entrega, ele é filho tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet. Corre desde os oito anos de idade, já faturou diversos campeonatos de kart, Fórmula 3, foi vice na GP2 Series e vencedor do prêmio “Capacete de Ouro” por dois anos. Agora em 2008 estreou como piloto titular de Fórmula 1, na Renault, correndo na mesma equipe de ninguém menos que o bicampeão Fernando Alonso. É, o cara tem história pra contar…
Infonet – Você já participou de sete corridas como titular na Fórmula 1. Como avalia essas experiências?
Nelsinho – Tem sido um começo difÃcil, mas, em contrapartida, de muita experiência. As dificuldades que enfrentei até agora me trouxeram um aprendizado enorme, que com certeza me ajudará a melhorar o desempenho no decorrer do campeonato.
Infonet – De alguma maneira, a pressão de ser filho de um tricampeão mundial te prejudicou?
Nelsinho – É claro que existe uma pressão por ser filho do Nelson Piquet, as atenções e as exigências são maiores, tanto por parte da imprensa quanto do público. Mas isso ocorre desde o inÃcio da carreira, já me acostumei, não é algo que me incomode mais. Também há muitas vantagens em ser filho de um tricampeão mundial. No meu caso, ganhei um bom conselheiro e mais visibilidade.
Infonet – Alguns jornais divulgaram na última semana boatos de que segundo o diretor esportivo da equipe, Steve Nielsen, você estaria ameaçado na Renault caso seu desempenho não venha a melhorar. Acha que essa declaração de Nielsen estaria equivocada?
Nelsinho – Isso são boatos. É claro que existe pressão, é uma forma de todas as equipes exigirem mais de seus pilotos, mas a equipe sabe da minha capacidade e confia no meu trabalho.
Infonet – Até o final do campeonato você ainda tem mais 12 corridas. Acha que consegue recuperar o tempo perdido e chegar entre os 5 primeiros?
Nelsinho – Meu resultado vai depender bastante do desempenho do carro. Estamos melhorando bastante, mas ainda não temos condições de brigar de igual para igual com as equipes que estão na frente, como a Ferrari, a McLaren e a BMW. Terminar o campeonato em quinto hoje é muito difÃcil para qualquer piloto da ING Renault.
Infonet – Como foi o inÃcio de sua carreira? Quais foram as maiores dificuldades? Do que se arrepende?
Nelsinho – Comecei correndo de kart, em BrasÃlia, aos oito anos, quando fui morar com o meu pai no Brasil. Eu me apaixonei pelo automobilismo desde o começo, e fui disputando campeonatos, ganhando corridas, tÃtulos… Aos 16 anos, fui para a F3 Sul-Americana, depois para a Inglesa, a GP2 e agora a Fórmula 1. Acho que tive poucas dificuldades na carreira, mas em compensação tive muitos desafios, como competir e ser campeão da competitiva Fórmula 3 Inglesa com uma equipe formada por brasileiros.
Infonet – Você até 2006 corria pela GP2, em 2007 se tornou piloto de testes da Renault e em 2008 enfim virou titular. Como foi a adaptação no ano passado do carro da GP2 para um de F1?
Nelsinho – É uma adaptação enorme, as duas categorias são muito diferentes, a realidade na Fórmula 1 é muito diferente. No ano passado, ganhei muita experiência, mas muita coisa estou aprendendo na prática apenas agora, correndo, e a tarefa não é fácil.
Infonet – Dentro da Renault você sente (ou já sentiu) algum tipo de preferência pelo Alonso? Como é seu relacionamento com o piloto?
Nelsinho – O interesse da equipe é que ambos tenhamos o melhor resultado possÃvel. Meu relacionamento com o Alonso é normal, profissional, trabalhamos bem juntos, mas não há uma relação de amizade.
Infonet – Qual é o recado que gostaria de dar a todos os torcedores brasileiros que lêem o Infonet?
Nelsinho – Gostaria de dizer que não vou poupar esforços para corresponder à s expectativas de quem confia no meu trabalho.

Tags: 
Infonet: Partindo pro lado da televisão, você já havia participado do seriado ‘A Diarista’, na minisérie ‘Amazonia’ e em algumas novelas, mas seu maior destaque é em ‘Toma Lá Dá Cá’, onde interpreta a empregada Bozena. Como surgiu o convite para o pepel?










