Posts arquivados em ‘Música’

Multishow premia coloridos entre momentos cults


Publicado em 25 de agosto de 2010 por Felippe Franco

Rolou ontem no Rio de Janeiro a décima sétima edição do Prêmio Multishow, evento que reuniu sobre o mesmo teto grandes nomes da música nacional e bandas com integrantes vestidos com mais cores do que encontramos dentro de um saquinho de M&M’s.

Comandada por Fernanda Torres e Bruno Mazzeo, a premiação foi mais além na linha “engraçadinha” que essas cerimônias costumam ser. E não, isso não é uma crítica.

O primeiro show da noite foi por conta do ex-Titãs Nando Reis e do grupo Skank, que juntos tocaram uma música de Luiz Gonzaga. Não achei qualquer sentido nisso tudo, mas pior que não ficou ruim não. Também se apresentaram juntos, entre outros, Caetano Veloso e Maria Gadú cantando “Rapte-me Camaleoa” e Cláudia Leitte com Vitor e Léo cantando “Pais e Filhos”, do Legião Urbana. Nesse momento, é bem verdade, acho que dei uma cochilada, mas enfim.

Os vencedores foram uma atração à parte. Talvez por conta das roupas fluorescentes, mas também por surpreender no quesito (falta de) bom senso em certos casos. O público do canal a cabo, por exemplo, decidiu em votação pela internet que a melhor música do ano era “Recomeçar”, do Restart. Acho que nunca tinha ouvido antes, mas juro que decorei o refrão só pelas repetições sinistras durante a transmissão.

Para completar a noite, concorriam na categoria melhor grupo Titãs, Skank, Banda Cine, NX Zero e Restart. E o vencedor foi Banda Cine. Reflita. Essa galera que votou no Prêmio Multishow é a mesma que vai votar pra presidente esse ano. Tenha medo.

Embora derrotado por garotos que usam calças duas vezes menor que o ideal, o Titãs recebeu uma homenagem surpresa no final. Praticamente um “desculpe pela humilhação” em forma de show. A idéia da organização era formar uma banda só de mulheres para fazer um grande karaokê e encerrar a cerimônia cantando vários sucessos da banda, só que chamaram a Ana Carolina e a Maria Gadú. Aparentemente, desistiram da idéia de um vocal feminino.

(Dê uma olhada no resto dos indicados, clique aqui)

Resumindo em duas linhas, a intenção foi boa e o evento bem-feitinho, mas com certos vencedores que assustaram mais que a cara do Paulo Miklos.

Ídolo teen com cabeça de cogumelo ganhará filme


Publicado em 3 de agosto de 2010 por Felippe Franco

Se os mais exigentes já achavam desnecessários filmes como Sex and the City e as trinta e sete continuações de Jogos Mortais, eis a notícia que abalará de vez as estruturas dessa galerinha do mal: vem aí a cinebiografia de Justin Bieber.

Informações de sites internacionais e declarações do próprio Bieber em seu Twitter confirmam o filme, uma produção da Paramount Pictures prevista para estrear no ano que vem. A julgar que o muleque tem 16 anos, a surpresa é não ser um curta-metragem.

Não sei, mas não devo ser o único a achar ser cedo demais para algo do tipo. Digo, ele tá pulando a parte de engravidar sub-celebridades e ser detido com drogas por aí.

Fora o anúncio de que será lançado em 3D — pois é, está começando a ficar assustador — , nada mais foi divulgado. Não há informações sobre título, elenco ou sinopse. Talvez até para não haver comparações desde já com a temática de Brokeback Mountain.

A direção deverá ficar a cargo de David Guggenheim, responsável pelo premiado Uma Verdade Inconveniente. Cá entre nós, esse título faria mais sentido sendo o dessa notícia.

Rock in Rio deverá voltar a fazer jus ao nome


Publicado em 20 de julho de 2010 por Felippe Franco

O fato de que desde 2004 o Rock in Rio não é mais no Rio de Janeiro e as principais atrações não tocam rock é um dos mistérios que mais açoitam a sociedade moderna. De coerente no nome só sobra mesmo o “in”. Mas isso está pra mudar.

Depois de seis edições que se revezavam entre Lisboa e Madrid, o festival deve desembarcar da Europa rumo à capital carioca. Segundo o prefeito do Rio, o simpaticão metido a bom moço que atende por Eduardo Paes, o evento acontecerá no segundo semestre do ano que vem em um parque público que está começando a ser construído em Jacarepaguá e, em 2016, será usado pelos atletas nas Olimpíadas que a cidade sediará.

A ideia dos organizadores era trazer o Rock in Rio só em 2014, em meio a Copa do Mundo, mas a prefeitura pediu que fosse feito antes. Ainda não há artistas confirmados, mas, segundo o jornal O Dia, é forte o interesse em nomes como Shakira, Miley Cyrus e Lady Gaga. Vejam bem, eu disse Shakira, Miley Cyrus e Lady Gaga. Quer dizer, mais um trago do que os caras fumaram e daqui a pouco resolvem chamar o Parangolé pra cantar Rebolation.

Essa será a quarta edição do evento no Brasil. Infelizmente talvez a primeira com nomes como NX Zero e Restart sendo as estrelas da noite.

(*) O vídeo que ilustra o post é a abertura do show do Barão Vemelho no Rock in Rio 3, em 2001. Buscando Youtube afora tem mais uma série de shows das outras edições.

Dez músicas indispensáveis no Dia Mundial do Rock


Publicado em 13 de julho de 2010 por Felippe Franco

Turum tumm tumm tutututu táááti-tuum tissss.

É, era pra ser um solo de bateria. Não deu muito certo, mas vale a intenção. É que, por algum motivo, hoje é o Dia Mundial do Rock — e assim acontece todo dia 13 de julho desde 1985.

Entre comemorações, parabenizações e guitarras sendo quebradas e queimadas no melhor estilo Jimi Hendrix de ser, Rita Lee comentou mais cedo em seu perfil oficial no Twitter que não há nada menos rock n’ roll que comemorar a data. Talvez ela até esteja certa, mas ao menos hoje não dá para alguns mandarem a desculpa de ser “data comercial”.

Quero dizer, não rola de mandar um carro de som que solta fogos e declama mensagens bonitinhas para o túmulo do Elvis ou, sei lá, uma caixa de bombom com flores para a casa do Paul McCartney. Bom, talvez até role, mas enfim.

Viagens a parte, voltemos ao que interessa: sexo, drogas e rock n’ roll. Mentira, por enquanto vamos ficar só com a parte do rock. Selecionei dez músicas que tem um lugarzinho especial em minhas playlists dentre os milhões de clássicos já produzidos. E seja o que Deus quiser.

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Titanic e Black Eyed Peas prometem versões em 3D


Publicado em 6 de julho de 2010 por Felippe Franco

Ir ao cinema até pouco mais de um ano era sinônimo de simplesmente sentar, assistir o filme e, no máximo, se juntar ao coro que clama para que meia dúzia de crianças a sua frente calem a boca. Hoje, além disso tudo, ainda é interessante que você tenha reflexos suficientemente rápidos para “desviar” dos efeitos em 3D que os diretores desses filmes adoram colocar.

Não bastasse os novos filmes já produzidos com a tecnologia, está na moda relançar clássicos em versões 3D. O James Cameron (foto) mesmo, por exemplo, deve ter gostado tanto da experiência tridimensional em Avatar — e de como faturou com isso — que está trabalhando com sua equipe na conversão de Titanic (1997), outro sucesso seu, para relançar nos cinemas em abril de 2012, quando a tragédia completa cem anos.

Antes disso, porém, O Rei Leão deve também voltar em 3D. Ao menos foi o que prometeu um dos produtores do filme em uma entrevista recente.

Absolutamente nada contra esse recurso, é até legal de vez em quando, mas não posso deixar de registrar minha aposta de, no mínimo, vinte engraçadinhos por sala esticando os braços tentando pegar o Simba naquela cena que ele é levantado pelo macaco no alto do penhasco.

Mas deixando de lado esse negócio de leões, icebergs e outras coisas sem sentido em três dimensões, o grupo Black Eyed Peas anunciou a produção de um tour movie em 3D. Tá bom, voltemos a falar de coisas sem sentido.

Trata-se de um filme ainda sem nome com imagens de shows, bastidores e ensaios. Uma espécie de This Is It, do Michael Jackson, mas sem eles morrerem no final. O projeto está sendo tocado pelo senhor onipresente e milionário citado no início do post, James Cameron, e tem previsão para estrear até o início de 2011.