‘Desligando a TV‘ – Essa é a nova seção da Infonet. Quem já não ouviu aquela frase: “Desligue a tv e vá ler um livro”? Bem, esse é o nosso objetivo aqui, todo mês indicar e comentar sobre um livro. Ou uma série deles.
Começamos hoje com o melhor do fino e sutil humor britânico, uma sátira à vida moderna, à sociedade, às filosofias atuais, à toda essa burocracia que encontramos por aí e muito mais. “O Guia do Mochileiro das Galaxias” é uma série de livros escrito pelo inglês Douglas Adams, um dos melhores e mais irreverentes escritores que já viveu em todo universo. Em “O Guia” ele apresenta uma forte crítica social a tudo que já foi citado acima em um pintura surreal de ficção cientifica que a primeira vista parece irreal e extremamente fantasiosa, mas a partir do momento que você começa a ler e a entender a obra como um todo você consegue ver suas ótimas sacadas relacionadas a coisas de nossas vidas e de nosso cotidiano. Adams apresenta um humor bizarro, bizarro mas brilhante… E extremamente inteligente!
Antes de mais detalhes leiam a introdução o livro…
Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.
Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia.
Este planeta tem ― ou melhor, tinha ― o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes.
E assim o problema continuava sem solução. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.
Um número cada vez maior de pessoas acreditava que havia sido um erro terrível da espécie descer das árvores. Algumas diziam que até mesmo subir nas árvores tinha sido uma péssima idéia, e que ninguém jamais deveria ter saído do mar.
E, então, uma quinta-feira, quase dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras para variar, uma garota, sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth, de repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente descobriu como o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz. Desta vez estava tudo certo, ia funcionar, e ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma.
Infelizmente, porém, antes que ela pudesse telefonar para alguém e contar sua descoberta, aconteceu uma catástrofe terrível e idiota, e a idéia perdeu-se para todo o sempre.
Esta não é a história dessa garota.
É a história daquela catástrofe terrível e idiota, e de algumas de suas conseqüências.
É também a história de um livro, chamado O Guia do Mochileiro das Galáxias ― um livro que não é da Terra, jamais foi publicado na Terra e, até o dia em que ocorreu a terrível catástrofe, nenhum terráqueo jamais o tinha visto ou sequer ouvido falar dele.
Apesar disso, é um livro realmente extraordinário.
Na verdade, foi provavelmente o mais extraordinário dos livros publicados pelas grandes editoras de Ursa Menor ― editoras das quais nenhum terráqueo jamais ouvira falar, também.
O livro é não apenas uma obra extraordinária como também um tremendo best-seller ― mais popular que a Enciclopédia Celestial do Lar, mais vendido que Mais Cinqüenta e Três Coisas para se Fazer em Gravidade Zero, e mais polêmico que a colossal trilogia filosófica de Oolonn Colluphid, Onde Deus Errou, Mais Alguns Grandes Erros de Deus e Quem É Esse Tal de Deus Afinal?
Em muitas das civilizações mais tranqüilonas da Borda Oriental da Galáxia, O Guia do Mochileiro das Galáxias já substituiu a grande Enciclopédia Galáctica como repositório-padrão de todo conhecimento e sabedoria, pois ainda que contenha muitas omissões e textos apócrifos, ou pelo menos terrivelmente incorretos, ele é superior à obra mais antiga e mais prosaica em dois aspectos importantes.
Em primeiro lugar, é ligeiramente mais barato; em segundo lugar, traz impressa na capa, em letras garrafais e amigáveis, a frase NÃO ENTRE EM PÂNICO.
Mas a história daquela quinta-feira terrível e idiota, a história de suas extraordinárias conseqüências, a história das interligações inextricáveis entre estas conseqüências e este livro extraordinário ― tudo isso teve um começo muito simples.
Começou com uma casa.
E assim começa “O guia do mochileiro das galaxias”, o primeiro dos cinco livros da serie de mesmo nome, onde você ira conhecer e se reconhecer com Arthur Dent, um inglês comum e mal humorado, amante de chá e dono de um azar incomum; Ford Prefect O amigo alienígena de Arthur é um dos coletores de informações para o Guia e passou 15 anos disfarçado de ator desempregado, enquanto esperava por uma carona para conseguir sair da Terra; Zaphod Beeblebrox, o playboy egocêntrico que preside a Galáxia mas não governa; Marvin, o andróide-paranóide com personalidade humana, pessimista e depressivo, responsável por algumas das melhores tiradas de todos os tempos e Trillian, uma ex-astrofísica desempregada que fugiu com Zaphod em um disco voador.
O ponta pé inicial das aventuras é a destruição da Terra, mas o que realmente sustenta este livro hilariante, através de sua viagem freneticamente bizarra pela galáxia é a pergunta profunda sobre o porquê. De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde vamos? Onde vamos almoçar hoje? e principalmente “Qual a resposta para a vida, o universo e tudo mais?”. “O Guia” é cheio de reviravoltas, a cada livro são novas surpresas, novas risadas e novas descobertas. O mais interessante é o fato de que você não sabe o final até que você leia o final, pois não tem como prever nem o que vai acontecer na linha de baixo, quanto mais até o final do livro, que apresenta sempre desfechos extremamente inesperados.
(*) Nota do Editor: O primeiro livro gerou o filme de mesmo nome, porem não recomendo ver o filme antes de ler o livro.
Este planeta tem ― ou melhor, tinha ― o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes.






Fantástica dica! Li esse livro direto num fds e amei. Já tô indo pro 4o. livro da série.
Po, um livro por mês só?
Comecei a ler eles quando fui pra praia, dia 7. Dia 10 tinha terminado os 5.
Muito bons os livros, estão entre os melhores que já lí. E além de toda a crítica muito bem feita, dá para rir bastante.
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