Abrindo nossa série sobre as Olimpíadas, vamos começar com uma entrevista com um esportista que já cravou seu nome na história do Brasil nos jogos. Com um ouro em Atenas (2004), outro em Atlanta (1996) e mais uma prata Sydney (2000), ele vem pra sua quarta Olimpíada esse ano, mas dessa vez por um classe diferente.
Será que isso muda em alguma coisa? Ráá! Vamos saber de TUDO agora.
Infonet: Robert, pra início de conversa você já terá um cargo a mais nessas Olimpíadas: será o porta-bandeira na abertura. Como recebeu a notícia? Já esperava levar essa responsabilidade na bagagem?
Robert: Foi uma surpresa enorme! Estava no Palácio do Planalto em encontro com o presidente Lula e não esperava a notícia. Normalmente a definição do porta-bandeira é feita só às vésperas da Olimpíada, já no local dos Jogos. Fiquei muito honrado, assim como a vela brasileira deve estar. Nosso esporte tem o maior número de medalhas olímpicas. A bandeira já está na minha mala.
Infonet: Em Pequim você vai disputar - ao lado da sua dupla, Bruno Prada - a classe Star, enquanto nas Olimpíadas de 1996, 2000 e 2004 você conquistou medalhas na classe Laser. Nessa nova classe há tantas chances de medalha quanto na anterior?
Robert: É bem diferente. Desta vez, estamos indo como uma das duplas favoritas e não a favorita. Temos de saber administrar a ansiedade e construir a competição. A raia é bem difícil e ninguém vai abrir vantagem nas dez regatas. A decisão deve ir mesmo para a “medal race”, a grande novidade desta Olimpíada.
Infonet: Quais são suas expectativas?
Robert: Fizemos uma boa preparação e vamos para Qingdao tranqüilos. Estamos entre os favoritos e temos de pensar regata a regata porque todos devem cometer algum erro. O objetivo, claro, é uma medalha.
Infonet: E por que dessa mudança de classes depois das Olimpíadas de Atenas?
Robert: Já tinha feito tudo e ganho tudo o que era possível na Laser e fiquei na classe até mais tarde do que o previsto. Tinha de partir para outro desafio e na Star a longevidade é grande. A decisão de trocar de classe foi muito acertada. Falo antes da olimpíada porque tenha certeza de que não mudarei de idéia, independentemente dos resultados que conseguirmos lá.

Robert e o parceiro Bruno Padra. (Divulgação)
Infonet: Como você vê a delegação brasileira nesses Jogos Olímpicos?
Robert: É uma delegação rejuvenescida, mas com grande potencial. Acredito que o grupo poderá conseguir uma campanha até melhor do que a obtida em 2004.
Infonet: De todas as Olimpíadas que disputou, qual delas teve aquele gostinho mais especial?
Robert: Os Jogos Olímpicos são a principal competição esportiva do mundo. Não tenho como esquecer os ouros de Atlanta/96 e Atenas/2004 e mesmo a prata de Sydney/2000. Na hora, quando perdi o ouro, fiquei frustrado, mas depois percebi o valor da medalha e todo o esforço que havia feito para conquistá-la.
Infonet: Em toda sua carreira, do que mais se arrepende?
Robert: Não tenho nenhum arrependimento. Amo velejar e sempre tento fazer o melhor possível. Tomo decisões bem pensadas e sou privilegiado no esporte. Conto bons patrocinadores e ajuda importante da CBVM.
Estamos indo para Qingdao com objetivo de representar o Brasil da melhor forma possível. Temos consciência da responsabilidade que teremos. Treinamos muito, estamos com o equipamento 99% pronto e torçam pela gente. Torçam para termos bons ventos. Valeu galera….
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Ta aí. E sexta é a vez de Thiago Pereira. Para ver tudo o que está rolando no especial “Olimpíadas 2008″, acesse o índice de artigos:




















05.08.2008 às 9:24 pm