
Esse mês saiu nos cinemas americanos o filme de quadrinhos underground tão comentado pelos nerds na comic-con, Scott Pilgrim.
Pra você que não conhece, Scott Pilgrim fala de um jovem canadense que se apaixona por uma entregadora americana e que, para namora-la, preciso derrotar seus sete ex-namorados do mal. Se você achou isso surreal, não sabe a brainstorm que são as histórias, que mesclam um clima de videogame e milhares de citações nerds. Dá uma conferida no trailer abaixo.
Scott Pilgrim iria estrear por aqui uma semanas depois de estrear nos Estados Unidos. IRIA. A Universal jogou o filme pra outubro, depois para novembro e sem data alguma definida. Muitos fãs se descabelaram (inclusive eu) e coisa e tal, mas no final das contas, a Universal estava certa: o filme ficou em quinto lugar na bilheteria americana.
Em uma ilustração rápida, é como se você pegasse um empréstimo e pagasse só a metade, deixando seu nome sujo na praça. O filme foi lançado junto com o megacast milionário de Os Mercenários. É evidente que ofuscaria completamente o lançamento de Scott Pilgrim. O público ainda prefere ver decaptções na tela do cinema. Eu entendo e até respiro aliviado com isso, afinal, estamos falando da mesma época onde vampiros brilhantes levam milhões até o cinema.
Os Mercenários parece ser um filme completamente clichê, cheio de frases prontas, peitinhos da Gisele Itiê (agradeçam o Stallone por isso se acontecer, ao invés de ficarem bravinhos com o que ele disse sobre o Brasil), decaptações, amputações, munições quase infinitas, enfim. Eu ainda não o vi, mas posso dizer que compreendo que o Stallone foi ambicioso nesse projeto e merece não só um macaco, mais um gorila e um prédio a disposição para ser explodido.
Obrigado, Stallone.








